Este artigo visa analisar o momento do pós-abolição e a primeira República sob a ótica do movimento religioso espírita, constatando a resistência ao espiritismo popular neste período através da negação do misticismo e da religiosidade popular, sendo tais procedimentos evidenciados também pelo código penal republicano de 1890. O estudo será realizado a partir do recorte de dois jornais do início do século XX da cidade de São José dos Campos, o periódico A Caridade e O Correio Joseense1, tratando-se o primeiro de edição católica representando o movimento de romanização que chegara ao Brasil em fins do século XIX e o segundo, não religioso, apontando a influência positivista muito presente na primeira República e renegando a cultura popular e afro-descendente.

“É QUE MESTRE SATANAS TINHA SUA CLIENTELA ENTRE NEGROS BOÇAIS…”

Tags:, , , ,