Esse artigo tem como objetivo apresentar um panorama da exploração do trabalho infantil no pós-abolição na Colônia Orfanológica na Fazenda Montes Claros, em São José dos Campos – SP. Busca-se entender como era a relação entre os menores, pais e senhores na apropriação dessa mão de obra, principalmente filhos de libertas e mães solteiras pobres. A mão de obra na Fazenda Montes Claros passou a ser realizada por meio do trabalho do menor, como consta no processo que retrata a fazenda a partir de 1888 até o ano de 1907. Para a formulação deste artigo foi utilizado como fonte um processo de Colônia Orfanológica do 2º Cível do Fundo Fórum de São José dos Campos, no Arquivo Público sob tutela da Fundação Cultural Cassiano Ricardo – FCCR, sendo digitalizado pelo Laboratório de Pesquisa e Documentação Histórica da Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP, além de fontes bibliográficas relevantes para o tema.

Fazenda Montes Claros ; uma colonia orfanologica em São José dos Campos (1888-1907)

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Este artigo visa analisar o momento do pós-abolição e a primeira República sob a ótica do movimento religioso espírita, constatando a resistência ao espiritismo popular neste período através da negação do misticismo e da religiosidade popular, sendo tais procedimentos evidenciados também pelo código penal republicano de 1890. O estudo será realizado a partir do recorte de dois jornais do início do século XX da cidade de São José dos Campos, o periódico A Caridade e O Correio Joseense1, tratando-se o primeiro de edição católica representando o movimento de romanização que chegara ao Brasil em fins do século XIX e o segundo, não religioso, apontando a influência positivista muito presente na primeira República e renegando a cultura popular e afro-descendente.

“É QUE MESTRE SATANAS TINHA SUA CLIENTELA ENTRE NEGROS BOÇAIS…”

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