O artigo apresenta a proposta de reconstituição do conjunto da antiga fábrica Tecelagem Parahyba, localizado na região Norte da cidade de São José dos Campos. Trata-se de uma importante indústria têxtil do início do século XX, considerada patrimônio histórico e arquitetônico do município que sobreviveu ao tempo, mas que tem seus espaços ainda subutilizados. Propõe-se a criação de um museu interativo no espaço da Casa Olivo Gomes, proprietário da antiga indústria têxtil. Nesse espaço, projetado pelo arquiteto Rino Levi e pelo paisagista Roberto Burle Marx, propõe-se reconstituir o ambiente do complexo (da tecelagem, do espaço de morada do proprietário e da fazenda), simulando as relações sociais estabelecidas no espaço no momento em que a fábrica de tecidos dava o ritmo e a tônica do bairro e projetava a cidade de São José dos Campos no cenário brasileiro. Propõe-se, sobretudo, dar àquele espaço uma funcionalidade que dê lhe sentido e significação.

O PASSADO REVIVIDO; uma proposta para a casa olivo gomes em sao jose dos campos-sp

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Francisco Moreno Ariza foi um dirigente sindical de São José dos Campos/SP, preso e
perseguido politico da Ditadura Militar. Sindicalista atuante na década de 50 contribuiu tenazmente para o
fortalecimento do movimento sindical na cidade. Em 1959 assume uma vaga na câmara municipal como
vereador pelo PTB e em 62 vence as eleições municipais assumindo o cargo de vice-prefeito. Em 1964,
abdica do cargo de vice-prefeito e de vereador para assumir uma cadeira na 1ª Junta de Conciliação e
Julgamento de São José dos Campos como juiz classista. No golpe civil-militar de 64 foi acusado pela
classe econômica de São José dos Campos de praticar atividades subversivas e ser adepto do comunismo.
Como resultado, inicia-se uma grande perseguição política sob Francisco Moreno Ariza.

O GOLPE DE 64 ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA DE UM SINDICALISTA; FRANCISCO MORENO ARIZA E SUA ATUAÇÃO NO MOVIMENTO SINDICAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP

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