O dia de São José era feriado local, conforme determinava a lei 61/49, mas deixou de ser a partir da lei 1.324/67, retornado ao calendário oficial em 2012.

Fontes históricas, como o Jornal Correio Joseense, que circulou entre 1920 e 1967 e está disponível para consulta no site do Pró-Memória, revelam a devoção ao santo na primeira metade do século passado. Festejos, almoços, novenas, quermesses eram alguns dos principais eventos que ocorriam nos dias 19 de março de todos os anos.

Em março de 1943, o jornal informa que o prefeito sanitário Pedro Mascarenhas decretou feriado e o comércio permaneceu fechado. Na procissão “compareceram todas as associações religiosas com seus estandartes”, e que “em todas as solenidades tomou parte a banda musical da Tecelagem Paraíba”.

A edição de 13 de março de 1949, por exemplo, anunciava a programação, começando com repique de sinos e salva de tiros e terminando com procissão noturna. À tarde haveria um leilão de gado na praça da matriz.

História e simbologia

Na religião católica, São José é considerado o padroeiro dos trabalhadores e das famílias, por ter destinado sua vida ao trabalho como carpinteiro e ao cuidado familiar. No calendário litúrgico Romano, o dia de José foi inserido no ano de 1479. Foi declarado protetor da Igreja pelo Papa Pio IX, em 1870. O Papa Bento XV conferiu ao santo o título de patrono da justiça social, e o Papa Pio XII, destinou a ele a titulação São José Operário, cuja data comemorativa se dá no dia primeiro de maio.