Em 4 de janeiro de 1954 foi autorizado pelo presidente da República Getúlio Vargas o funcionamento da Faculdade de Direito de São José dos Campos. Com pouco mais de 44 mil habitantes na década de 1950, a cidade conhecida por seus bons ares e instalação de sanatórios para tratamento de tuberculosos havia recebido recentemente a instalação do Centro Técnico Aeronáutico – CTA e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica – o ITA. Este trabalho tem como objetivo analisar se a criação desta Faculdade, com a formatura da primeira turma em 1959 e a inauguração do prédio em 1961, seriam uma forma de afirmação concreta e simbólica da cidade e sua elite em relação aos novos recém-chegados do ITA e do CTA; se esta relação entre os moradores da cidade e os outsiders foi conflituosa a ponto de gerar uma resposta da elite local na forma de um estabelecimento de ensino e, finalmente, se seria possível para a elite da cidade se reafirmar com novas inserções ao campo de ensino superior, fazendo uma ligação entre conhecimento, desenvolvimento e legitimação. Para esta pesquisa, foram utilizadas além da revisão bibliográfica, dois jornais da época: o Correio Joseense, publicado na cidade, e o Correio de Manhã do Rio de Janeiro; entrevistas de três fontes diferentes (o projeto Patrimônio Humano da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, da TV Univap e do CEHVAP – Centro de História & Memória da Univap), que foram escolhidas de acordo com o discurso do entrevistado em relação a sua vivência nesse período.

Autora: Maria Helena Alves da Silva

Orientadores: Profa. Dra. Maria Aparecida Ribeiro C. Papali e Prof. Dr. Antonio Carlos Machado Guimarães

Ano: 2017