Esta pesquisa tem como objetivo discutir a questão do mundo do trabalho infantil no Pós – Abolição, na cidade de São José dos Campos/SP. Propõe-se analisar também como essa mão de obra era recrutada e todas as suas complexidades. Neste artigo especificamente será analisado o caso da menor Julia que acusa seu responsável, o assoldadante João Gonçalves de Freitas de a sujeitar a cometer atos sexuais sob a espectativa de receber melhor tratamento. A história das crianças no Brasil é um campo de estudo crescente na história social. Dessa forma, busca-se entender qual o significado dos papeis desses sujeitos históricos em diversos periódos no Brasil. Esta pesquisa procura analisar a busca pelo trabalho infantil, ocorrida no PósAbolição, por meio da análise de um documento, sobre uma Colônia Orfanológica em São José dos Campos/SP, no Vale do Paraíba paulista. Tal documento, de 396 páginas, referese a uma Colônia Orfanológica datada do início do ano de 1888 e concluido em 1907, com todos seus desdobramentos. O referido documento tem como história principal o caso da menor Julia, ao que tudo indica, após ser encaminhada a Fazenda Montes Claros, fora abusada por seu tutor João Augusto Gonçalves de Freitas, proprietário da Colônia.

UM CASO DE ABUSO SEXUAL NO PÓSABOLIÇÃO