Mais de dois milhões de documentos estão disponíveis para consulta da população

Criado em outubro de 1993, o Arquivo Público do Município é vinculado à Fundação Cassiano Ricardo e ajuda a guardar a história de São José dos Campos. O Arquivo Público é um dos criadores do Pró-Memória, em parceria com o laboratório de História da Univap e com a Câmara Municipal. No espaço, mais de dois milhões de documentos retratam o cotidiano da cidade.

No Arquivo Público de São José, que funciona em horário comercial e fica na Fundação Cassiano Ricardo, é possível consultar guias e inventários, acervos fotográficos e documentais, entre diversos outros documentos.  No prédio também há uma biblioteca de referência com mais de sete mil títulos para consulta em várias áreas do conhecimento. Atualmente, o Arquivo está em manutenção, porém permanece aberto para consultas. As atividades deverão ser normalizadas nos próximos meses.

A historiadora e coordenadora de gestão documental, Nadia Kojio, trabalha no Arquivo Público e explicou sobre a consulta da população aos documentos. “Tirando alguns documentos de caráter sigiloso que envolvem a vida privada de algumas pessoas, o acesso da população aos documentos é irrestrito, este Arquivo é de todo o município”.

Nadia conta que os documentos mais procurados são o livro de controle do cemitério, obras sobre o poeta Cassiano Ricardo e fotografias. No local, é possível visualizar cerca de 14 mil itens de acervo fotográfico que se dividem entre negativos, fotos e slides que resgatam a história da cidade em eventos, personalidades e evolução urbana.

Além da preservação da memória administrativa do município, no Arquivo Público também há fundos e coleções particulares cedidas à instituição. Composto por acervos e objetos de personagens da história de São José, as coleções fornecem informações e características sobre o cotidiano das pessoas da cidade. Os fundos somam mais de 40 coleções doadas ao Arquivo e estão à disposição para consulta dos munícipes. Destacam-se os acervos de Alexandre Penedo (1947-1964), Cassiano Ricardo (1895-1974), Tecelagem Parahyba S.A. (1925-1982), Clemente Gomes (1936-1984), Observatório astronômico Galileu Galilei (1948-1971), Hélio Pinto Ferreira (s.d.), Severo Gomes, Vicentina Aranha e Fórum da Comarca de São José dos Campos. Este último, bastante abrangente, conta com três mil caixas com 30 mil documentações forenses durantes os anos de 1803 a 1970.

Segundo a coordenadora do Arquivo, a população da cidade começou a se interessar mais pelos documentos nos últimos anos. “Tenho sentido um aumento na procura, antigamente víamos os documentos apenas como história e o brasileiro não tinha muito o costume de preservar e disponibilizar documentos. Com a criação da Lei de Acesso à Informação, o acesso começou a se tornar mais abrangente”, explica Nadia.

Empresas e pessoas podem fazer doações ao Arquivo Público e contribuir para a preservação da memória do município. “Para quem deseja doar, basta entrar em contato com o Arquivo Público, fazemos uma análise do material e ver se é interessante trazer”, explica Nadia.