No século XIX pressupunha-se que a cura da tuberculose estaria intimamente associada à salubridade do clima. Desta forma, a transferência dos doentes para lugares específicos de tratamento, as estâncias climatéricas, seria a forma mais adequada de garantir cura efetiva, além, evidentemente, de isolar os focos de contaminação, evitando que os principais centros urbanos cedessem à epidemia. Contudo, o deslocamento do doente de seu espaço social de origem para os centros de tratamento causou grandes abalos nas relações sociais e familiares do tuberculoso. Neste contexto, buscamos discutir as mudanças ocorridas no cotidiano do doente, imposto pela tísica, bem como as implicâncias sociais da estigmatização da doença e do doente. Da mesma forma, pretendemos compreender o abandono dos doentes e mesmo ex-doentes por seus familiares na cidade de São José dos Campos.

MAIORES ABANDONADOS TUBERCULOSOS EM TRATAMENTO NA CIDADE DE

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