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Comus discute plano de ações e metas para prevenção aos casos de HIV/Aids em 2018

Vereadores de São José aprovaram projeto que cria movimento de conscientização sobre a doença


Comus discute plano de ações e metas para prevenção aos casos de HIV/Aids em 2018

Reunião do Comus na Câmara tratou do plano de prevenção aos casos de HIV/Aids em São José (Foto: Flávio Pereira/CMSJC)

O plano de ações e metas de controle e prevenção à ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e Aids foi um dos principais temas abordados durante a reunião do Comus (Conselho Municipal de Saúde), realizada na Câmara, na última quarta-feira (13).

O reforço na campanha de conscientização, ações educativas, diagnóstico precoce e agilidade no encaminhamento ao tratamento são algumas das metas previstas em 2018 para diminuir a mortalidade e os casos de transmissão da doença.

Dados apresentados pela prefeitura na reunião apontam que São José registrou 207 novos casos de HIV até o mês de outubro de 2017. Desse total de casos novos, 146 já manifestaram a doença, sendo os homens o grupo com o maior número de casos (dois terços). A maioria dos infectados pelo vírus HIV tem entre 20 e 35 anos de idade.

O encontro teve a presença do presidente do Comus, Adelino Pezzi, do secretário municipal de Saúde, Oswaldo Huruta, da coordenadora do programa de DST/Aids da secretaria, Cláudia Maria Aben Athar, e de outros membros do conselho.

De acordo com Cláudia Athar, os números de casos em São José sofreram aumento em comparação com o mesmo período do ano passado em razão da ampliação do número de diagnósticos, identificados com o teste rápido feito na rede municipal em até 30 minutos. Neste ano, os testes foram disponibilizados em todas as UBS e no CRMI (Centro de Referência de Moléstias Infecciosas).

Outra explicação, segundo ela, é a banalização da doença Aids. “Hoje em dia as pessoas acham que por ter tratamento não precisa mais se prevenir”, disse.

A coordenadora do programa de DST/Aids explicou que os homens fazem parte do grupo mais atingido por conta da homossexualidade. Diante desse quadro, ela disse que a meta é aumentar o diagnóstico e atuar na prevenção. “Hoje em dia estamos trabalhando a prevenção combinada. Antigamente se achava que só o preservativo era suficiente para prevenir a Aids, mas estamos trabalhando na ‘pós-exposição’ também”, disse, explicando que a rede municipal de saúde também oferece às pessoas que tiveram contato com alguma situação de risco de contágio um medicamento, que deve ser administrado em até 72 horas, para evitar a contaminação pelo vírus.

Vereadores

Recentemente, a Câmara aprovou projeto que inclui no calendário oficial de eventos do município o movimento Dezembro Vermelho, para chamar a atenção da população sobre os riscos da Aids. Além do próprio projeto do movimento Dezembro Vermelho (PL 424/2017), de autoria do vereador Fernando Petiti (PSDB), parlamentares têm falado da necessidade de mais atenção por parte da Secretaria Municipal de Saúde sobre o assunto.

A vereadora Dulce Rita (PSDB) chegou a fazer reunião na secretaria de Saúde para tratar dessa preocupação ao saber do aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis – além de HIV/Aids, há ainda aumento dos casos de sífilis. Na época, a prefeitura ampliou a distribuição de testes rápidos da doença nas UBS e realizou ações de conscientização.

Outros vereadores também trataram do tema. A vereadora Amélia Naomi (PT), disse que esse assunto tem que ser mais debatido entre os jovens, que está entre os grupos de risco dessas doenças.

O vereador Dr. Elton (PMDB), que é presidente da Comissão de Saúde, seguiu na mesma linha e disse acreditar que porque a Aids ficou sob controle por anos, uma parte dos jovens sequer conhece seus riscos.


Palavra(s)-chave(s): Saúde, HIV, Aids, DST, Sífilis