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Câmara sedia audiência pública sobre violência obstétrica e a saúde da mulher gestante

Evento será neste sábado (20), no Plenário Mário Scholz, a partir das 9h


Câmara sedia audiência pública sobre violência obstétrica e a saúde da mulher gestante

Na audiência, haverá palestra sobre violência obstétrica e o público terá a oportunidade de se manifestar (Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal sediará neste sábado (20), das 9h às 13h, a audiência pública “violência obstétrica e a saúde da mulher gestante”. O evento é organizado pela Defensoria Pública, Centro Dandara, Ópis – Obstetrizes do Vale e “Roda Bebedubem”, de São José dos Campos.

A audiência pública terá a presença de Júlio Camargo de Azevedo, defensor público; Ana Paula de Oliveira Castro Lewin, defensora pública e representante do Nudem (Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher); Oswaldo Kenzo Huruta, do secretário municipal de Saúde; Adelino de Oliveira Pezzi, presidente do Comus (Conselho Municipal de Saúde); Marcela de Andrade, representante dos movimentos sociais; Nádia Zanon Narchi, representante das obstetrizes; Débora Regina, representante doula; e Newton Tomio Miyashita, médico palestrante, que falará sobre a violência obstétrica e a saúde da mulher gestante.

O evento terá ainda espaço para o debate, com direito à manifestação oral do público, mediante cadastro realizado no início das atividades. Não há necessidade de inscrição prévia para a participação no evento.

Segundo o defensor público Júlio de Azevedo, que presidirá a mesa de debates, o intuito da audiência é informar e conscientizar a população a respeito de seus diretos na área de atenção à saúde da gestante e servir de espaço democrático para manifestação da comunidade.

Para o defensor público, o tema da violência obstétrica não vem sendo adequadamente tratado no espaço público. “Embora muitas das propostas envolvendo a humanização do parto e os direitos da mulher gestante já contem com previsão legal ou normativa, o tema ainda permanece oculto no debate social. Sem informação adequada, a população perde em termos de empoderamento político-jurídico, desconhecendo, muitas vezes, a própria violação que sofre.”

O defensor público explicou que a audiência pública terá duas etapas. Na primeira, com exposição dos membros da mesa, além de uma palestra. Na segunda, será aberta a palavra aos cidadãos. “Considerando que estarão presentes autoridades públicas, é possível que os órgãos responsáveis pela fiscalização cumpram com seu papel de apoio ao cidadão”, concluiu.