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MPT promove palestra na Câmara sobre assédio no ambiente de trabalho

O objetivo foi divulgar como prevenir e combater o assédio moral no trabalho


MPT promove palestra na Câmara sobre assédio no ambiente de trabalho

Desembargador Francisco Giordani explicou as formas de assédio moral no ambiente de trabalho (Foto: Bruno Fraiha/CMSJC)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou nesta sexta-feira (7), no plenário da Câmara Municipal, a palestra Medidas de Prevenção e Combate ao Assédio Moral no Trabalho.

O encontro teve início às 14h e contou com a participação de três palestrantes e cerca de 80 convidados. A reunião teve a finalidade de promover a conscientização sobre as práticas do assédio moral no ambiente corporativo e apresentar meios preventivos e de solução para o problema.   

Segundo informações da Procuradoria do Trabalho, as denúncias deste tipo de assédio em São José dos Campos tiveram um aumento de 34% nos últimos cinco anos.    

O desembargador federal do Trabalho Francisco Giordani foi o primeiro palestrante da tarde. Ele explicou quando surgiu o assédio e quais atitudes caracterizam a perseguição ao trabalhador.

“O assédio sempre existiu. Só que antes ele não era estudado pelo direito e sim por outras áreas como a medicina, psicologia e sociologia. Na escola, a violência contra o outro é conhecida como bullying”, afirmou.               

 

O que é

De acordo com Giordani, é considerado assédio: não fornecer meios para execução de atividade que foi solicitada; delegar quantidade de serviço incompatível com o tempo para realizá-la; determinar execução de tarefas abaixo ou inferior ao conhecimento do colaborador; controlar idas e tempo de demora no banheiro; pressão para retorno ao trabalho após a licença maternidade ou por doença; fazer brincadeiras sobre a aparência, religião e opção sexual do funcionário, entre outras práticas. 

Após a apresentação do desembargador, a procuradora do Trabalho Celeste Maria Medeiros apresentou as formas de atuação do MPT no Vale do Paraíba para combater o assédio. Ela observou que as denúncias podem ser feitas pessoalmente na sede da procuradoria ou pelo portal eletrônico do órgão.

O auditor fiscal Antônio Carlos Rodrigues Pimentel foi o último palestrante da tarde, também fornecendo informações sobre o tema.