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Secretaria de Saúde gasta um quarto do orçamento com SPDM em 2015

A secretaria consumiu 29,75% do orçamento em 2015; HM ficou com 24,83% dos recursos


Secretaria de Saúde gasta um quarto do orçamento com SPDM em 2015

Assessor Clarisvam Couto apresenta os números da saúde em 2015 (Foto Flávio Pereira/CMSJC)

O contrato com a Organização Social (OS) que gerencia o Hospital Municipal consumiu cerca de um quarto do orçamento da Secretaria de Saúde da prefeitura de São José dos Campos em 2015. Dos R$ 616,782 milhões dos investimentos no setor no ano passado, R$ 146,085 milhões foram destinados à SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que responde pela gestão do hospital.

A informação foi prestada na tarde de hoje (dia 26), na Câmara Municipal, durante audiência pública de prestação de contas do terceiro quadrimestre da Secretaria Municipal de Saúde. Devido a ausência do secretário Paulo Roitberg, as informações foram prestadas pelos assessores da secretaria Clarisvam Couto Gonçalves e Luiz Antonio Zanetti, e pelo assessor do Fundo Municipal de Saúde, José Aparecido Nunes.

Como o terceiro quadrimestre conclui o ano de 2015, a prestação de contas abrangeu todo o ano passado. Segundo Aparecido, o orçamento da saúde em São José dos Campos foi, no ano passado, o maior dentre todas as secretarias, com 29,75% do total, superando a educação. O percentual exigido pela legislação para aplicação em saúde é de 15% do orçamento.

 

Mortalidade

Segundo Clarisvam Couto, o ano de 2015 foi difícil para a saúde em São José em razão do crescimento da epidemia de dengue. “Mas tivemos avanços, como a implantação do Samu, a expansão da Estratégia de Saúde da Família (ESF), e o sucesso do processo de desospitalização na área da saúde mental”, explicou.

Em números, o mais preocupante, reconhecido pela secretaria, foi o aumento da mortalidade infantil no município, que atingiu 12,84 por mil nascidos vivos. É a maior taxa desde 2008, sendo que em 2010 o índice atingiu 9,27. “É um número que incomoda”, reconheceu Couto, dizendo que estão sendo estudadas as causas e providências para a redução da taxa.

Dentre as realizações mais importantes dos últimos quatro meses do ano, foram destacados os 14.436 atendimentos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na cidade após completar um ano de implantação; a obra da primeira fase do Hospital da Mulher, que está sendo concluída, e os avanços nas ações de avaliação e controle de densidade larvária contra o Aedes aegypti.

Os reflexos para o início de 2016, segundo o assessor, devem ser a efetivação da transferência ao Governo do Estado da responsabilidade sobre a entrega de medicamentos de alto custo e a inauguração da primeira fase do Hospital da Mulher.

Outra previsão dos assessores é o provável aumento da procura pela estrutura da rede municipal de saúde em razão da crise econômica e do consequente desligamento de muitas famílias dos planos de saúde privados.